O Tempo que Resta

Há um milhão de anos, eu não existia. E o universo não se importava com isso.


No próximo milhão de anos eu não existirei. E o universo continuará não se importando.

Nossa vida é um instante.

Se olharmos direito, nosso tempo é tão curto que há pessoas que, não querendo abandonar este momento, vivem sem limites: o prazer, a posse e o poder.

Fazem de tudo para não ter tempo de pensar na finitude de seu ser, ou melhor, pensam em perpetuar-se nas coisas.

Quando assim vivemos, caímos no vazio da existência. Nada nos preenche, nada nos satisfaz e buscamos com mais avidez as coisas, coisas, coisas…

E só uma coisa é necessária: o amor.

O amor bem vivido, bem distribuído. 

Na efemeridade desta vida, somente o amor é importante. É o que preenche o vazio existencial fazendo valer a pena cada passo dado, cada suor do trabalho, cada lágrima chorada por alguém ou por muitos.

Não percamos nosso tempo com discórdias, ódios e rancores.

Somos frágeis e nossa vida se acaba como uma tarde. 

Então, vivamos bem hoje, amanhã, depois de amanhã. Mas vivamos o amor.

Dentro da perspectiva temporal, o universo continua. O universo pra mim é infinito. Porque se for finito, eu não estarei lá pra ver.


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