STATUS: Vigiados!

Todos os dias, através da televisão ou pelas redes sociais nos são, literalmente empurrados, uma avalanche de informações e, ultimamente, de forma direcionada. Propagandas de produtos que nos interessam ou que, de alguma forma, mencionamos numa conversa ou busca na internet e, de repente, elas aparecem em nossos e-mails ou nas redes sociais que usamos.


Então, tudo o que o usuário posta, pesquisa ou fala, os algoritmos que chamamos de I.A. (Inteligência Artificial) recolhe, processa e indexa em nossas contas no Instagram, Facebook, Google entre muitos outros e, através do perfil de cada um é traçado uma ação direta sobre o seu interesse; de uma partida de futebol até pornografia.

O que é um algoritmo?

Por analogia podemos dizer que o algoritmo é uma “receita de bolo”. O processo de fazer um bolo está contido numa lista em ordem de mistura dos elementos que o compõem.

O algoritmo é a receita que os computadores usam para resolver questões diversas e, entre elas está a preferência que cada usuário tem em relação a quaisquer assunto e que seja manifestado nas plataformas digitais por meio de imagens, conversas, pesquisas ou textos.

Basicamente é isso que precisamos entender, na verdade os algoritmos são muito mais complexos do que o que descrevi acima.

O que é Inteligência Artificial?

Também não vou descrever os pormenores dessa estrutura. Com certeza eu levaria horas ou dias para pesquisar e desenvolver um texto sobre, e que seria extremamente longo e sem propósito para o que eu quero escrever.

Então bem rapidinho: Inteligência Artificial é a inteligência demonstrada por máquinas ao executar tarefas complexas associadas a seres inteligentes, além de também ser um campo de estudo acadêmico, no qual o principal objetivo é de executar funções de modo autônomo.”

Uma história bem pequena

A Inteligência Artificial está sendo pesquisada desde os anos 50 no Dartmouth College, com 10 pesquisadores.



A I.A., dependendo do país em que você esteja, é uma forma de regular sua vida privada. Na China, por exemplo, a I.A. é usada para classificar o cidadão em escala de confiabilidade para que ele tenha crédito, possa pagar suas contas através dos sistemas digitais implantados no país. Quanto maior sua pontuação, mais confiável você é e mais vantagens obtém do Partido Comunista Chinês.

Mas, se você reclama do governo e não está em dia com suas obrigações para com o país, essa pontuação cai, e pode afetar diretamente as pessoas com quem você tem afinidades, sejam elas seus pais ou amigos. Porque se você pensa mal do governo e comenta isso com as pessoas ao seu redor, consequentemente, essas pessoas têm a mesma opinião que você.

Já nos países ditos democráticos, essa ação da I.A.  está em vários níveis e uma delas é o consumo, ou seja, como ela irá fazer você gastar até o que não tem para ter o padrão de vida que aparece nas telas das TVs, tablets, notebooks, desktops ou nos smartphones. É o totalitarismo do dinheiro sendo imposto pelo sistema de informação que temos no mundo hoje: a Inteligência Artificial e a nossa benção.

Outro nível de atuação é a I.A. atuando dentro de departamento de recursos humanos nas empresas. Esse sistema de I.A. analisa currículos e desempenho de profissionais, por exemplo. O que se constatou até agora, foram várias falhas neste tipo de I.A.. Foi constatado misoginia, homofobia, além de demissões de pessoas que num mês receberam prêmios por terem desempenhado papel relevante no desenvolvimento das empresas em que trabalhavam e, no mês seguinte, a I.A. avaliou aqueles mesmos profissionais como incapazes e decidiram suas demissões.

Estamos vivendo um período muito intenso no processo de implantação das I.A. em todo o mundo. Fala-se em um governo mundial e, parece que o caminho que estamos percorrendo, nos leva a isso.

Estamos tornando realidade o mundo de George Orwell no seu livro 1984, onde o Big Brother, o Grande Irmão controla tudo e todos.

Recomendo a leitura deste livro, 1984, e assistam aos seguintes documentários: O Dilema das Redes, Privacidade Hackeada e Coded Bias.

Escrevi este post sobre a exposição de nossos dados pessoais nas redes sociais: A Era da Privacidade.

 

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